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27 setembro 2014

Sorria! Você está sendo julgado.

Quem nunca viu uma dessas placas, dizendo "sorria! Você está sendo filmado."? É bastante comum deixarem essas plaquinhas em locais muito visitados, para atentar as pessoa que pretendem fazer algo de errado, ou dar segurança aos que tem medo.


Mas não é disso que eu vim falar hoje aqui com vocês! Vim falar sobre gente que observa gente que tudo vê!
Outro dia eu estava falando com outras blogueiras sobre preservação, sobre pensar no que falar/postar nas redes sociais, pois tem muita gente de olho em nós. Algumas disseram que não tem filtro, pois gostam de manter as leitoras atualizadas sobre tudo, gostam de ser elas mesmas com os seguidores e eu comecei a me lembrar de quanto tudo começou!
Quando criei o blog, minha única intenção era guardar minha história, para que no futuro eu pudesse ler e mostrar pros meus filhos. Com o passar do tempo, por algum motivo fui conquistando mais e mais leitores, que não sei como encontravam meu cantinho... Eu me assustava com tanta gente chegando de todos os lados, mas eu adorava isso. Gente observando! Acompanhando, lendo e comentando comigo minhas desventuras. Como não tinha nenhuma rede social, era bom ter com quem falar, ao invés de falar sozinha.
Abaixo do nome do blog, era escrito "o diário de uma mãe adolescente", que retirei com o passar do tempo, pois o blog deixou de ser um diário. Eu tive que parar de escrever meus pensamentos, minhas histórias, vontades e tudo o que se passava na minha cabeça e no meu coração. O motivo? No meio de tanta gente boa, tanta gente me acompanhando com carinho, apareceram gente má!
Sinceramente, não entendo o motivo de pessoas se locomoverem, pararem de fazer suas atividades rotineiras, para virem na "minha cara" falar coisas ruins, me julgarem e distorcerem tudo o que escrevo pra mim mesma! Começaram os julgamentos!



Com o tempo, ativei minha conta no facebook e aos poucos as pessoas ruins se locomoveram do blog para o meu facebook e outras redes sociais. Gente que dizia não se importar comigo de repente estavam me observando, acompanhando, lendo cada letra que eu escrevia seja lá onde fosse! Não por gostar de mim, não por querer acompanhar com carinho, mas sim para esperar algum erro que fosse, algum deslize, alguma coisa que a pessoa pudesse distorcer e usar contra mim.
Tem gente que diz que como eu me coloquei nesse papel de pessoa pública, eu devo estar pronta pra receber esse tipo de comentário, e estar ciente que por onde eu for, tudo o que eu falar, sempre vai ter uma pessoa pra me julgar e sempre sair falando mal de mim e colocando defeito em todas as minhas conquistas. Mas será que deveria ser assim?

Acredito que as pessoas deveriam ser mais humanas! Não é pq estou atrás de um computador, atrás de um site escrevendo coisas sobre mim mesma, que dá o direito das pessoas serem más comigo! Não peço que gostem de mim, não peço que me amem, não peço que beijem meus pés e puxem meu saco como se eu fosse a diva! Só quero respeito! É comum que não gostem de mim, mas precisa mesmo comentar da minha vida falando mal? Você vai ganhar alguma coisa? Não vai! Me ignora, bloqueia nas redes sociais, me esquece, sabe? Tem gente falando do meu casamento, falando das minhas roupas, falando se eu lavo ou não meu cabelo, do tipo de comida que dou pra Luna... Tipo? Qual a necessidade? Tenho a leve impressão que a pessoa é tão infeliz consigo mesma, que só se satisfaz se conseguir diminuir alguém, mesmo que seja só na cabeça dela!

Enfim... Se você já fez ou ainda faz isso, pare! É chato e você não ganha nada magoando uma pessoa que está quieta no canto... Já briguei muito, discuti, fiquei de mimimi com esse tipo de gente, mas hoje já apreendi que não vale a pena! E pras pessoas que estão incansavelmente falando de mim, só digo uma coisa: Não vou responder, não vou retrucar... Fale a vontade!

26 junho 2014

O peso do passado

Eu fiquei várias horas pensando se me faria bem postar esse texto. Mesmo depois de expor 80% da minha vida pra várias pessoas, tenho um certo receio de falar sobre coisas tristes e atuais. Mas desde ontem, pra hoje (26/06/14), pelo menos umas 5 meninas vieram me perguntar sobre como eu consegui superar as dores que senti, pediram conselhos e pediram ajuda. Sempre que posso, gosto de ajudar meninas a passarem por essa barra que é um término de namoro, ajudar a passar por cima desse "pé-na-bunda" que a gente leva, né? Mas sempre que me pedem ajuda sobre superação, eu não consigo ajudar. Sempre digo para elas se distrairem, focar em outras áreas da vida, arrumar um hobby e essas coisas. Fazer isso, de fato ajuda! Mas não nos faz superar aquela dor. É mais ou menos como tapar o sol com a peneira.
Eu sofri muito pelo Marcos por mais ou menos 1 ano e meio. Nesse tempo eu não fazia nada além de cuidar da Luna e fazer planos de como voltar com ele. E sem contar com as horas que passava na cama chorando ou ficar observando a vida dele sem mim. Era masoquismo puro!
Até que um dia, eu cansei dessa rotina chorativa e acabei focando em outras coisas. Uma delas foi a igreja. Participava de tudo, todos os eventos, todas as programações eu estava envolvida. Eu melhorei meu relacionamento com Deus e ao mesmo tempo, sem querer, passava menos tempo pensando nele e me distraia bastante. E desde então eu comecei a "esquecer" o Marcos. Tive até outro namorado e tudo seguiu bem. Parei de sofrer e realmente achava que tinha superado todo aquele sofrimento. Mas bastava ver uma foto antiga, ou até mesmo me lembrar do que me aconteceu, lembrar do que ele fez, as vezes até o fato de lembrar da Luna quando era recém nascida me dava motivos pra chorar. Isso é o que eu chamo de tapar o sol com a peneira. Ou mentir pra si mesmo. É o peso do passado. E o passado pesa, mesmo sem a gente querer sentir esse peso todo.
Quando eu voltei a namorar com o Marcos, não foi fácil. Sempre achei que voltando com ele, tudo ia sumir. Toda dor iria embora de mim, todas aquelas lembranças seriam apenas uma coisinha no passado e eu poderia finalmente ser LIVRE de tudo aquilo. Mas não foi bem assim que aconteceu. A dor não foi embora, ao contrário! Eu olhava pra ele e quase sentia tudo de novo. COMO ELE PÔDE? Mil perguntas flutuavam na minha mente. Era enlouquecedor... Mas com o passar do tempo, fui esclarecendo várias coisas, tirando muitas dúvidas e a dor amenizou. As coisas começaram a clarear na minha mente, ficou tudo muito simples. Ou não.
Eu resolvi escrever esse texto ontem a noite, enquanto lavava a louça. Eu e o Marcos estamos numa fase muito gostosa do nosso relacionamento. A gente se dá bem. Conversamos, rimos, brincamos... Não há mentiras, a gente se conhece cada dia mais e o amor só aumenta. Os problemas e brigas já não conseguem nos afastar. Mas é impossível fugir do passado. É impossível apagar uma parte da nossa história. É impossível escrever isso aqui sem chorar... E isso porquê eu ainda não superei.
Eu estava lavando a louça do jantar enquanto o Marcos estava o quarto conversando com uns amigos seus. Foi quando ele veio correndo e super empolgado, falando que estava pensando em fazer uma festa de aniversário pra ele etc começou a me contar, planejar e tudo mais. E foi no meio dessa falação toda, dessa empolgação toda que ele mencionou a ultima festa de aniversário que ele teve, em 2012. Doeu na hora. Vai fazer 2 anos que aquela festa aconteceu, mas eu ainda me lembrava.

Eu estava grávida de uns 6/7 meses e nós tinhamos acabado de terminar o nosso namoro. Nós conversávamos pelo skype todo santo dia. E várias vezes ele me falou sobre essa festa. Ele estava muito empolgado com tudo.
Durante todo aquele mês, esperei pacientemente ele me convidar, me chamar, dizer o horário, dizer se ia me buscar ou não... Mas isso não aconteceu. Quando chegou o dia da festa, eu me arrumei toda. Fiz cabelo, maquiagem e coloquei o vestido mais bonito que eu tinha. Esperei ele entrar no skype e ele não entrou. Fiquei de bobeira na internet quando ví a foto. Era dele, vestido de caipira, todo feliz... Ao lado dele a mãe, irmã e ela... a Emily. Doeu TANTO! Chorei aquela noite inteira. E durante o resto do dia seguinte, chorei mais ainda. Ele deixou de me levar pra levar aquelazinha... A dor de ter sido trocada, rejeitada foi avassaladora. E pelo jeito, eu nunca superei.


Enquanto ele estava ao meu lado, falando... Eu tentei segurar o choro. Olhava pra louça tentando me concentrar. Era ridículo DEMAIS chorar por uma coisa que aconteceu há quase 2 anos? Claro! Eu ia parecer uma criança boba chateada porque não foi convidada pra uma festa de aniversário. Tentei parecer que eu nem ligava, que nem lembrava. Baixei a cabeça. Encerramos a conversa e ele voltou pro quarto. Foi quando desabei. Larguei a esponja na pia, coloquei as mãos ensaboadas e molhadas no rosto e chorei. Eu não estava mais alí, na pia da MINHA casa, eu estava grávida, com os cabelos compridos, no quarto da minha irmã, na casa dos meus pais, com 17 anos de novo... Eu deixei de ser quem sou hoje e tornei a ser aquela menininha frágil de novo. A dor era a mesma. A sensação era a mesma. Eu até pude me ver... Sentada no chão do quarto, desolada, isolada, abandonada. Chorando como uma criança. A maquiagem escorrendo pelo meu rosto. Uma sensação que não desejo a ninguém.

Meu coração ficou apertado, tão apertado que senti ele pequenininho, encolhido do tamanho de uma bolinha de ping-pong. Chorei tanto e tão forte, mas nem percebi. Acho que solucei alto ou respirei alto ou até mesmo chorei alto demais... Porquê o Marcos, do quarto, perguntou o que havia acontecido e se estava tudo bem. Ao ouvir o som da voz dele, voltei a realidade. Voltei aos meus 20 anos e a essa vida adulta que tanto amo. Tentei limpar as lágrimas rápido, com a manga da blusa. Tentei me recompor enquanto eu ouvir os passos vindo em minha direção. Em vão...

Ele olhou pra mim e falou alguma coisa que eu não me lembro. Me abraçou e eu me senti em casa... Chorei novamente. Como uma coisa tão bobinha que aconteceu há tanto tempo pode me abalar tanto? Como a dor não passou? Não passou em 2012, nem em 2013 e muito menos ontem, pois enquanto escrevo isso, me lembro de tudo e choro novamente. Acho que são coisas que talvez não passem. É a minha vida e eu não posso mudar.

Tudo o que aconteceu moldou a pessoa que sou hoje. As lágrimas ajudaram a formar a barreira que hoje existe em volta do meu coração... Só não entendo como um fato de 2 anos atrás consegue voltar com tanta força. É o peso do passado.

24 abril 2014

O que diz meu coração #2



Era uma noite fria, o quarto estava escuro e só o que iluminava o quarto era a luz da lua, que entrava pelos vidros da janela. Estava um silêncio agradável, pudia ouvir sua respiração no meu pescoço. Quente e frequente. Num ritmo suave e continuo. Me fez sentir vida, sentir amor, sentir sensações que eu não sentia há anos, não sei o porque. Mexi nos seus cabelos, com as pontas dos dedos, já dormentes por você estar sobre meu braço, atrapalhando a circulação de sangue. Tinha cheiro de shampoo. Macio como seda. Quis que o tempo parasse. Quis que pudéssemos estar alí, naquele momento, naquela cama. Te senti tão minha, como quando você ainda estava dentro de mim. Quando foi que você deixou de ser aquele bebezinho? Quando foi que se tornou essa menina falante, sorridente e encantadora? Por que passou tão rápido assim? Não sei se o tempo passou rápido demais ou eu que não estava preparada pra te ver crescer, te ver escorrer pelos meus dedos. Te perder... 

Promete pra mim! Promete a mim todos os teus dias. Me promete que sempre vai se lembrar da sua velha mãe. Promete se lembrar dessas noites em que mandamos seu pai pro canto e ficamos só nós duas juntas assim, respirando juntas e sentindo a pele uma da outra. Me promete, anjo do céu, que você sempre vai pedir pra andar de mãos dadas comigo quando saimos de casa, do jeito que você faz! "a mão, a mão" você pede insistente e incansável, até que eu possa lhe estender as mãos e te passar confiança pra caminhar à rua. Promete que sempre quando acordarmos, vamos pra sala de TV, assistir seus desenhos favoritos, ainda de pijama. É o que amo! Qualquer coisa com você, topo qualquer coisa! Só não cresce! Não me deixa...
Meu coração é seu. Sempre foi! Lembra de quando o seu batia aqui dentro? Lembra de quando você precisava de mim? Lembra de sentir meu calor? Eu lembro. Nunca vou esquecer. Aliás, te devo muito, Luna. Você me ensinou tanto! As pessoas me elogiam, me dizem coisas bonitas e gostam da evolução. Mas é você quem deveriam elogiar. Foi tudo você! Crescimento, amadurecimento. Aprendi tantas coisas, que nem você dentro do seu corpinho rechonchudo pode imaginar! Você salvou minha vida, devo ela a você. Obrigada por não desistir de mim. Pois quando eu chorava descontroladamente, achava que estava sozinha, mas você sempre esteve ao meu lado, passando forças, passando motivos pra continuar de pé, pra não desistir, pra continuar aqui e cuidar de você pra sempre! Você já sabia, não é? Que tudo ia dar certo? Fala pra mim... Você sempre soube, sonhou comigo, orou comigo. E me dizia isso a cada vez que me abraçava, a cada vez que mamava em mim, a cada vez que me olhava nos olhos. Você não é uma criança. É um anjo que Deus enviou pra me lembrar que o amor é real. AMOR. Você faz tudo fazer sentido. Sem você nada tem sentido. Você é tudo. É o amor da minha vida.
Muita coisa já mudou, hoje vivemos momentos de felicidade e é porque você está comigo que tudo continua no fluxo perfeito. Te amo.