13 de abril de 2014

Na ponta das sapatilhas: Luna - 1 ano e 8 meses.

Fotografar ainda é o melhor jeito de eternizar um momento! Hoje quis eternizar essa fase da Luna, que está tão sapeca, cheia de querer e aumentando o vocabulários cada dia mais! Venham ver a minha mini bailarina







tentando ficar na ponta! hahaha <3


Dançando









e o primeiro Selfie hahahah 





8 de abril de 2014

TAG 50 Fatos sobre mim - comemoração 1000 inscritos no canal!

Para agradecer aos 1000 inscritos, fiz uma enquete no meu facebook e vocês votaram na TAG 50 fatos sobre mim! Demorou, mas saiu! Espero que vocês gostem!!
E mais uma vez, MUITO obrigada a quem se inscreveu e acompanha lá!
Quem ainda não seguiu, clica AQUI e se inscreve lá, você pode usar sua conta do facebook mesmo. Não gastará nem 5 minutos e fará uma grande diferença pra mim!




#KellMeAjuda - Como contar pros pais que está grávida.

Hoje eu recebi um e-mail (kellcatturandi@yahoo.com.br) de uma leitora meio desesperada! Ela me pediu ajuda, pois não sabia como contar aos pais que está grávida e eu já sentí preguiça só de pensar em falar a MESMA coisa que falo todos os dias pra várias e várias meninas que me pedem ajuda! Eu adoro dar conselhos e ver as meninas mais aliviadas, mas falar a mesma coisa várias vezes cansa demais! Então surgiu a ideia ta tag #KellMeAjuda, onde vou escrever post ou fazer vídeos dando conselhos pra quem me pedir e autorizar, né gente? hahahaha Espero que curtam e mandem seus e-mails que eu leio e respondo muito mais rápido do que pelo facebook kkkkkkkkkkkkkkkkkk Então vamos lá!

O e-mail foi o seguinte:

"Oi Kell, amo muito você e a sua história. Você foi muito corajosa e muito forte, por isso vim te pedir ajuda!
Estou grávida, mas não tenho coragem de falar pros meus pais, eles vão me brigar muito e eu estou com medo! Como posso contar sem que eles se assustem? Obrigada, te adoro!"

Bom, Contar pros pais é sempre complicado se você está grávida e não está casada ou coisa do tipo, pq seus pais não esperam que você chegue em casa grávida! kkkkkkkk EU sou mãe, então eu me coloco no lugar das mães de vocês. Se um dia a Luna chegar grávida em casa eu vou chorar tanto, tanto, mais taaaaanto que é capaz de eu sentir mágoa por uma semana, mesmo já tendo passado por isso e entender a situação. Mas apesar de tudo, vou amá-la do mesmo jeito, cuidar dela do mesmo jeito e apoia-la de qualquer maneira e dar toda ajuda que ela precisar...
Assim é com as mães em geral (eu acredito, né kkk), o amor é incondicional e sempre vai ser! Mas o choque, a raiva pq com certeza ela já falou com você sobre isso e hoje em dia todo mundo sabe dos modos de se proteger etc e toda confusão na cabeça dela pode fazer com que ela fale coisas que não gostaria de dizer e você precisa compreendê-la nesse ponto.
Sobre contar, o melhor é sempre ser direta, mas com cautela. Muito provavelmente, sua mãe já deve saber ou suspeitar, caso ela seja próxima de você. Então talvez ela só esteja esperando seu passo. Eu contei pra minha mãe por telefone, pq tive medo, esse também é um bom jeito de dizer. Ou por sms ou como você se sentir mais segura e esteja longe dela até a raiva passar kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk mas se não der, o jeito pe ter que ouvir...Não se preocupe, pq no fim de tudo, todo mundo acaba babando e amando o novo membro da família.
Amanda, boa sorte! Espero que pra você seja simples, como foi comigo! Um beijo!

E quem já passou por isso? Como foi? Sua mãe brigou? me conta!!


28 de março de 2014

Minha História: A segunda gravidez e o aborto espontâneo.

Eu não ia comentar. Não ia postar. Não queria entrar nos detalhes, não queria me expor nesse sentido, mas como eu cai na besteira, e comentei em outros dois posts, algumas pessoas perguntaram sobre a gravidez e porque eu não tinha falado nada sobre isso aqui no blog! Bom, vou começar dizendo que eu não postei nada, pq eu estava sem ter como postar! kkkkkkkkk
Enfim! Eu tomava o anticoncepcional CONTRACEP antes de ir morar com o Marcos, pra me proteger de uma possível gravidez, o que eu, sinceramente, não queria naquele momento. Mas a vida achou que eu precisava engravidar (kkkkkkkkkkkkk péssimo) e o baby veio! A explicação? Contracep é um AC pra quem ainda está amamentando (eu não sabia, me julguem) e quando a mulher não amamenta, ele se torna fraco pra pessoas que são muito férteis. O que é meu caso e o caso do meu digníssimo! Então era o mesmo de eu estar tomando remédio nenhum! Ok.
O primeiro sintoma apareceu dia 26 de janeiro. Eu estava indo pra Barro Alto - GO quando fui invadida por um enjoo muito, muito forte, mas culpei a minha má alimentação. Eu andava comendo muita bobagem aqueles dias... E semana após semana foi piorando! E começaram a vir acompanhados de tonturas fortíssimas e dores de cabeça. Muita vontade de comer coisas doces... No dia 6 de fevereiro, o Marcos me perguntou se existia alguma chance de eu estar grávida! Falei que não, por causa do remédio que eu tomava e tudo mais, mas aquilo começou a rondar minha cabeça e a suspeita começou... Fiquei muito sensível! Me lembro de estar almoçando com o Marcos, e chorar descontroladamente porque ele havia roubado uma batata do meu prato! Pode isso? kkkkkk Chorava por tudo, fosse de alegria ou não.
 No dia 8 de fevereiro, fui pra casa de uma amiga e lá passei realmente muito mal! Vomitei bastante e não conseguia nem levantar e ficar de pé por causa das tonturas fortes que eu sentia, apesar de ter me alimentado corretamente e não estar doente. Falei com a minha amiga e contei que estava na suspeita. Ela me aconselhou fazer um teste e no dia seguinte eu fiz... POSITIVO.
Confesso que nos primeiros momentos não fiquei feliz. Me desesperei. Chorei. Fiquei louca! Me perguntava o que eu ia fazer? Como ia dar conta de duas crianças, de onde ia tirar dinheiro? Foi assustador... Quis falar com a minha mãe, senti muito medo! Acho que mais medo do que quando contei da gravidez da Luna pra ela... Mas como da primeira vez, ela reagiu muito bem! Me acalmou, disse que não era tão ruim assim... Que o Marcos estava bem como brigadista e o blog crescendo... Que ela iria ajudar sempre que pudesse, que tudo estava bem. Me acalmei 100%.  Minha sogra reagiu neutra. Disse apenas que não iria se meter nas nossas vidas. Que eramos adultos e a gente já se bancava e se mantinha, que ela não tinha nada a ver com isso. Não ligamos... Marcos foi uma pessoa maravilhosa na minha vida, ele me ajudou muito também. Me passou muita confiança, não soltou minha mão nem por um segundo. Me senti muito amada... Foi uma experiência boa. Senti segurança, coisa que não aconteceu na primeira gravidez.
Decidimos que iríamos fazer igual a minha amiga Lelly Barrili, do blog Relicário Materno e só falar da gravidez aos seguidores depois dos 3 meses de gestação. Mas eu, como bocuda, linguaruda e ansiosa nata, contei antes... Bem antes! Com 5 semanas. O que não foi uma boa ideia. Fui bombardeada de comentários ruins de gente que não sabia absolutamente nada sobre a minha vida, gente maldosa MESMO, sem dó nem piedade de alguém que estava esperando um bebê. Fiquei muito abalada. Chorei muito mesmo! Acordava com pesadelos. Sonhava com gente querendo matar meu filho, que no sonho já estava em meus braços. Chorava escondido pra não passar esse sentimento pro Marcos. Fiquei me sentindo horrível. E como se as coisas já não pudessem piorar, a minha sogra, que antes já estava ciente sobre tudo, surtou! Me xingou de muita coisa (sem motivos), me disse coisas horríveis e me acusou de coisas que até hoje não entendo... Em estado normal, eu mandaria ela tomar banho e se acalmar, mas na loucura dos hormônios, tudo o que fiz foi chorar. (Digamos que eu chorava por tudo! kkkkkk) Mas chorei muuuuuuuito. De soluçar... Escondido, claro! Na frente dos outros, sempre fui a mulher forte que não se abala por nada.
E na segunda semana de fevereiro começou... Acordei pra fazer xixi, bem cedinho e notei na minha calcinha umas manchinhas... Era bem pouco, quase nada... Mas ainda era sangue! Contei pro Marcos e nós meio que ficamos desesperados! Me deitei e fiquei em repouso o dia inteiro, esperando que aquilo parasse. Não parou.
Peguei o celular do Marcos e fui pesquisar... "sangramento na sexta semana" e lí em vários lugares que era normal ter sangramento. Que isso acontecia pelo fato do embrião colar no útero e tudo mais... Que eu só deveria me preocupar se o sangue estivesse vermelho vivo e fosse intenso. Respirei muito fundo e me acalmei... Achei que estava tudo bem, mas não estava. Passei o dia todo sangrando e no dia seguinte acordei com um fluxo muito maior! Liguei pra minha amiga me ajudar, pois o Marcos estava trabalhando no plano, em Brasília, e eu estava sozinha! Ela veio de carro e me levaram em todos os postos, UPAs e hospitais de Valparaiso, mas nenhum tinha obstetras! NENHUM! Achei aquilo um absurdo, e fui pra uma cidadezinha no Distrito Federal, chamada Santa Maria, onde fui atendida. A médica fez o toque, e me disse que o colo estava fechadinho e eu não tinha dilatação, que isso era bom! Mas que sangrar não é normal e que eu estava com ameaça de aborto... Me mandou fazer uma ecografia, onde foi detectada gravidez, mas só conseguiram ver o saco gestacional. A médica me disse que por eu estar com uma baixa idade gestacional, era comum isso acontecer... Que eu só iria conseguir ver claramente a partir da 7ª semana e que também eu não conseguiria ouvir o coração, pois ele só estaria formado no fim daquela semana... Fiquei assustada demais! Foi terrível. Me senti despedaçada por dentro! Eu queria abraçar a médica, pedir pra ela dar outra olhada, implorar! Mas não o fiz. Me vestí, peguei a Luna pela mão e fui pra casa com uma outra requisição nas mãos. Eu estava arrasada, destruída.
Repetí a ecografia na semana seguinte e mais uma vez não encontraram embrião. O médico me disse que talvez a gestação nem tenha evoluído. Que é mais comum do que eu penso e tentou me acalmar dizendo que sou nova, saudável e que tenho muito tempo pra tentar novamente... Não disse nada demais, apenas agradeci e me senti derrotada. Foi uma dor inexplicável. Eu queria sumir. Queria entrar num quartinho escuro e ficar lá, sozinha, chorando e esperando uma explicação! PORQUE? Porque?????
E dentro do meu consciente eu descobri, recebi a resposta... Esse bebezinho veio pra me mostrar que a vida é frágil. Que os momentos devem ser aproveitados. Tenho uma família linda e um marido que me ajuda muito, que me apóia e me dá forças pra tudo o que quero fazer... Não estava na hora. Não era o momento do meu bebê nascer... Ele veio, fez sua missão de abrir meus olhos e voltou pro Papai do Céu.. Eu ainda o carrego aqui comigo. Sempre vou me lembrar dele. Do meu anjinho.
Não precisei fazer curetagem, por causa da baixa idade gestacional, o médico disse que o próprio corpo iria dar conta de expulsar tudo de dentro de mim pelo sangue e que o embrião era tão pequeno e milimétrico que eu nem me daria conta de quando ele estivesse saindo...

Demorei pra aceitar, pra melhorar, pra superar. Precisei ouvir muito ralho do Marcos pra perceber que a vida não havia acabado, que tudo estava apenas começando... Hoje eu dou muito mais valor na minha família, na minha filha e em tudo o que Deus permitiu que continuasse aqui comigo...